domingo, 28 de dezembro de 2008

O Cipreste do F1 - Chegar a casa





Caneta Uniball .5 e lápis de cor aguarelável
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Entrada no edifício F1*, por detrás dos correios . Projecto do Arqº Duarte Nuno Simões para a EPUL.
É bom, é um privilégio chegar a casa e ter a receber-me imagens como esta!
Neste Natal os assaltos a casas, aqui no prédio, vieram perturbar esta confiança...não descansei enquanto não me vieram pôr uma porta de segurança!
*Prédio em galeria na R. Prof. Vieira de Almeida - Telheiras Sul

Aloé em Flor

Caneta uniball .5 e lápis de cor aguareláveis

Moita de Aloés em Flor - esquina da R. Prof. Hernâni Cidade e Beija-flores






Caneta uniball .5 sobre papel e lápis de cor aguarelável

Baptizei estes pequenos pássaros de Beija-flor embora não constem do livrinho dos pássaros da cidade de Lisboa editado pela CML

Pereira do Alto da Faia no Inverno

caneta uniball .5 sobre papel
1º desenho depois do Workshop- Pereira no inverno

esferográfica sobre papel
. Pereira no verão - postado em 9 de Agosto de 2008


sábado, 20 de dezembro de 2008

Um Workshop Feliz - Desenhos e texto de Eduardo Salavisa




Com autorização do Mestre E.S. e com a devida vénia reproduzo do seu Blog desenhador do quotidiano, linkado aqui ao lado desde ... sempre, dois apontamentos das nossas aulas e os seus comentários; no 1º estou identificada e em estado de total "beatitude", no 2º, julgo ser eu a 1ª à esquerda (embora sem óculos), pelo cabelo branco, camisola laranja e ar ... totalmente "agarrado"!
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"Ontem foi o primeiro dia do workshop “Diário Gráfico. Instrumento criativo da escrita e do desenho” nas Belas Artes. É entusiasmante ver as pessoas entusiasmadas. No desenho abaixo estavam em diálogo com as suas próprias mãos.
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É muito difícil desenhar toda a gente quando estão à volta de uma mesa. Só consegui apanhar sete das vinte e quatro." E.S.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Viver na Corda Oscilante do Inesperado

caneta Uni-ball 0.5 sobre papel
Clicar sobre a imagem para aumentar e ler
Como me senti neste workshop

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O Reflexo da Filha do Zorro

21 horas. Acabaram as aulas e a Escola vai fechar. Desço a escada gasta do antigo convento, atrás de uma, muito jovem, loura de cabelo frisado. Ao ombro traz uma intrigante mala de plástico rosa choque, em forma de meia lua com alças, e um enorme Z preto estampado na frente. Na mão direita leva já um cigarro que acende ao transpor a imensa porta; encostou-se do lado de fora e na mão esquerda segura um telemóvel.
Fala em voz excitada com muitos risinhos e yah, yah! O cigarro em riste, no extremo do braço direito dobrado pelo cotovelo, roda, solidário com o corpo todo que se balança alternadamente de um pé para o outro, numa espécie de dança ritmada, da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. Fala, fala sempre, e ri muito; não há pausas no seu discorrer; presumo tratar-se de um interlocutor mudo. Ela mira-se distraidamente nos vidros dos carros estacionados, e eu faço o mesmo, recolhida na sombra do portal, fascinada com aquele estranho ritual. Passo despercebida...serei apenas uma velha senhora, talvez uma empregada, à espera não se sabe de quê....-Yah! o reflexo da jovem loura, chega-me deformado, como nos espelhos da feira popular e eu armada em Miss Marple a pedido do P.C! (1) - Então vá! Beijinhos! e já muda o telemóvel de orelha e de mão, sem cigarro; atende nova chamada...
Preparo-me para em qualquer eventualidade seguir no encalço da jovem loura: Tenho por missão descobrir o que vai na cabeça da Filha do Zorro...Procura companhia para o casting que vi anunciado nos corredores? ou para sair logo depois de jantar? Parece indecisa... hoje é quinta, mas isso não quer dizer nada! ou falava com o namorado a pedir-lhe contas por ter faltado à Escola sem a ter avisado? Yah! o que é que lhe aconteceu? Está a acabar o trabalho porque o prazo termina amanhã?
Parou um BMW com vidros escuros em segunda fila , mas não vai estacionar!
Vejo o reflexo escorregar ligeiro pelos cinco degraus à nossa frente e desaparecer dentro do carro que se afastou a toda a velocidade!
O meu reflexo fica a boiar solitário na superfície do Honda Jazz que está ali pra ficar.
A senhora ao volante procurava alguém...tem idade para ser a mãe da filha do Zorro...e estava atrasada para o jantar!
(1) P.C. - Prof. Possidónio Cachapa - Workshop Diário Gráfico FBAUTL 2008

Figueira do Alto da Faia no Inverno

caneta uni-ball sobre papel

domingo, 14 de dezembro de 2008

O Sonho de Noémia

Na cabeça de Noémia(1) ressoa monótono o refrão que ouviu tantas vezes aos soldados já bêbados...“Estou farto deles(2) ...estou farto deles, da chicalhada(3) ...só mandam bocas...e não fazem nada! e não fazem nada!......
Contra o céu azul de bilhete postal(4) recorta-se a fachada do CinePolana coberta por um imenso cartaz do filme em estreia, “Branca e Radiante” . No céu paira o rosto gigante da “Rainha da Rádio”...Branca e Radiante...Branca e Radiante...e não fazem nada!... e não fazem nada!...o olhar da rainha é o olhar da outra, e é desse olhar que Noémia foge de cada vez que o sonho se repete, com detalhes diferentes, mas ela está sempre lá... e Noémia está sempre em fuga, com o coração aos saltos...
Tum, Tum, Tum!... Tum, Tum, Tum!... agora é de noite e ela foi ter ao musseque, junto à praia, onde mora a ama Júlia.
A mulher macaca está no meio do terreiro vestida de branco rodeada de mamanas e a noite fica alumiada pelo clarão das fogueiras. Tum, Tum, Tum!... A mulher macaca fuma um longo cachimbo e anda à roda, envolta em fumo, até se desequilibrar e encontrar apoio nas mamanas que a cercam... Tum, Tum, Tum!... Tum, Tum, Tum!...Noémia consegue aproximar-se e pergunta à macaca que fuma, porque é que está ali e a macaca/ama, fala-lhe, e diz-lhe então que se chama Júlia e que estava ali à espera dela. O Feiticeiro também tem corpo de macaco e usa uma máscara medonha e uma farta cabeleira verde que esvoaça com ele em grandes saltos de um extremo ao outro do terreiro. Tum, Tum, Tum!... Tum, Tum, Tum! ...
Há um grupo de oficiais de farda azul, que estão a beber um líquido também azul, que os torna transparentes... e cantam ainda em voz arrastada...e não fazem nada!...e não fazem nada!...e não fazem nada!...” Os oficiais brigam entre si mas é a brincar porque evitam tocar-se. Noémia quer sair dali mas, como das outras vezes, não pode, porque já é noite e vai procurar um sítio onde a deixem dormir... Tum, Tum, Tum!... Tum, Tum, Tum! ...Fica na casa da ama Júlia, com a condição de não tocar na torta de laranja que está em cima da mesa. Noémia tem vergonha de ir comer a torta às escondidas e de manhã vai-se embora sem lhe tocar... Estou farto deles!...estou farto deles!.... e não fazem nada!...e não fazem nada!...e não fazem nada!...” repetia o papagaio vermelho da tasca da esquina.
Noémia acordou...O rádio debita as notícias das 8 da manhã...Em Lisboa a Revolução dos Cravos vai pôr um fim abrupto aos sonhos de Noémia.


Workshop “Diário Gráfico” – 1 de Dezembro de 2008

[1] Noémia, a mulher gorda e de biquini amarelo da fotografia da praia de Santo Amaro de Oeiras, é moçambicana, sexagenária, retornada, ex-amante de oficial, cozinha doces para lojas de centros comerciais de Benfica, adora praia, foi campeã de natação, é livre e desinibida e pratica dança do ventre!
[2] do” Cancioneiro do Niassa” que era uma selecção de canções “subversivas” gravada por milicianos, que passava entre militares e familiares, durante a guerra colonial
[3]“ Chicos” – oficiais do quadro
[4] O” bilhete postal” foi-nos apresentado pelo prof. Possidónio Cachapa numa das sessões do Workshop Diário Gráfico em Dezembro de 2008, mas não era bem assim..

sábado, 13 de dezembro de 2008

Caminhantes

tinta sobre papel

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Na Benard

tinta sobre papel e colagem

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Largo da Academia de Belas Artes e Grande Olaia com Banco circular - Workshop

Grafite 3B sobre papel
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Desenhar na rua à noite e à chuva, juro que nunca tinha feito antes e acho que fui a única! A grafite agarrava pouco ao papel, como se fosse HB; o papel ficava translúcido em cada pingo e a luz amarela dos candeeiros filtrava-se em minúsculas estrelinhas quando o vento levantava a folha, num efeito muito engraçado que vou tentar reproduzir no desenho passado a tinta! lembrou-me as estrelas do "pricepezinho"!...

Mulher no Metro

desenho a grafite 3B sobre papel
Estrutura espacial desenhada no local e figuras deliberadamente observadas, memorizadas e reproduzidas em casa.

De pernas para o ar - Corredor da ESBAL

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Grafite sobre papel - bloco moleskine
O Bruno estava pendurado pelos pés do cacifo, mas no 1º plano já não cabia de pé e portanto sentei-o ; tal como a Mariana, ficaram os dois com o traseiro colado ao cacifo e à máquina do café... ( esta parte não é ficção!) Assemelha-se a um túnel de ensaios de ausência de gravidade...A Sara chegou depois e também ficou "pendurada"! O André chegou ainda depois da Sara e ainda não percebeu o que lhe está a acontecer... provavelmente bebeu também do tal líquido azul do sonho da Noémia e ficou trensparente como os oficiais....mas ele conhece a história e sabe que é só um sonho!

Para facilitar, e porque aqui no Blogue tudo nos é permitido, reproduzo a seguir uma imagem com a gravidade e referencial repostos de acordo com as normas!...ora vejam!




Este foi um exercício dado pelo E.S . para exercitar formas de dar profundidade, mas que por brincadeira resolvi pôr de pernas para o ar, invertendo o bloco "Moleskine", desde o início. Deste modo ilustrei o exercício de experimentar situar-nos num local e posição completamente impensáveis, dado pelo P.C. na sessão dele.
Espreitar por entre as pernas e alterar o referencial não foi fácil de início...Todos conhecemos aquela do "sábio colado ao tecto com a cola super não sei quê"...mas experimentem a interpretar a realidade que vos cerca naquela posição!!!

sábado, 29 de novembro de 2008

E.S. no Workshop de Diário Gráfico

Caneta Uni-ball e lápis de cor aguarelável

Mariana Curvada - Workshop

Grafite 4B sobre papel

Rita sentada no Wokshop

Grafite 4B sobre papel

Sónia sentada no Workshop


E.S. sentado no Workshop

Grafite 4bB sobre papel

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Mariana no workshop

Caneta Uni-ball

Da Mancha à imagem - Eduardo S.

Lápis aguarelável e caneta sobre papel

Trabalhos de Mulher - da Mancha ao electrodoméstico - Workshop

Lápis de cor aguareláveis, tinta da china sobre papel

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Senhora do meu Nariz e do meu Coração -----Auto-Retrato da minha vida - Colagem na capa do meu diário Gráfico


Colagem e desenho a tinta sobre vegetal scaneado e impresso em vegetal
Prefiro o meu nariz...igual ao da minha Mãe.
Prefiro o meu coração...igual ao da minha mãe.
A minha verdadeira natureza?
A Arquitectura nunca foi a minha paixão.
Simples?
Meia Vida, muito tempo perdido!

Ao Espelho - Retrato-Auto-Retrato

Montagem de retrato a grafite aos 8 anos, pelo meu pai e auto-retrato a carvão aos 18, nas aulas de desenho de estátua da ESBAL
Esta era eu aos 8 , e aos 18anos...aos 58 ainda me reconheço na serenidade de uma e na tristeza de outra. Falta o rosto, " dessa tão querida alegria" como diria o meu amigo Nuno!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Porque Hoje é Quinta! À Nossa! Workshop - Colagem I

Desenho a tinta da china sobre colagem de recorte da capa da revista sábado de 22 de Outubro de 08
Fartamo-nos de trabalhar nas três horas de Workshop! Até as minhas bochechas ficaram coradas, tal era a concentração, excitação, tensão...muito divertido...isto promete!

Raparigas de Luz e de Sombra - Workshop - Colagem II

Colagem - Positivo/Negativo
Recortes da Revista Actual do Expresso nº 1838 de 19-1-08, pág 46: "A rapariga do brinco de pérola "- fotografia de Eduardo Serra, do filme do realizador Peter Weebber (2003) sobre a vida de Vermeer e fotografia de Rajaa Al-Sanea autora do livro "As raparigas de Riade " artigo "Mulheres submissas" de Cristina Margato pág15 da mesma revista.

Um Terraço sobre outra coisa ainda - Workshop - colagem III


Colagem - imagens da revista sábado nº233

Terra, Ar, Água e Fogo e o Terraço de Fernando Pessoa

Tudo o que sonho ou passo,
o que me falha ou finda,
é como que um terraço sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

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Excerto do poema" Isto" do livro "Autopsicografia" de Fernando Pessoa

As botas da Mariana - Workshop - Colagem IV

desenho a tinta da china, colagem e lápis de cor

domingo, 16 de novembro de 2008

sábado, 15 de novembro de 2008

Kompadre Zé abanicando as brasas



Desenho a tinta sobre papel

Laranjeira da entrada e pátio - Cotovia


Tinta e lápis aguarelável sobre papel

Poesia

Chamar as coisas pelo seu nome mais íntimo

dizê-las num ritmo único

num jeito sentido de séculos



Leio os sítios,
as coisas e as pessoas
com um olhar poético,
revelo o mais íntimo
"nome das coisas" *

*sobre poesia de Sophia de Mello Breyner

A Komadre Ana fez o Crocante de chocolate

Marcador sobre papel e lápis aguarelável

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O meu amor é do Alentejo, e é pra lá que eu vou

Afinal o meu Alentejo e a minha nova casa ficam mais próximos do que eu pensava, mas "também é bom, como diria o "Viriato Palhares", autarca de "Passa Perto"! Parto para outro fim de semana, agora com poiso na Charneca da Cotovia, na casa dos meus queridos amigos e compadres, onde sou sempre bem recebida e que ajudei a projectar 30 anos atrás. Incrível nunca aí ter desenhado! Depois mostro!...

Sesimbra - 1984

Só sentir
e não saber as coisas
como a cabra branca
vê a erva
a prova
e saboreia
e o abelhão gordo
pousa confiado
na fofa coroa lilás
da alcachofra
(eu acho que é lilás,
o roxo é mais escuro).
Ouvir sobre um chilreio
e para além
do trabalhar lamuriento
do Dyane
o tlim
único
nítido
aquático
irreal
(de que mágica e distante campaínha?)
Nas águas verdes do porto
mergulhar o olhar
e emergir pacificada
por entre barcos coloridos
que vêm a entrar
e na esteira breve
ficar-me a balouçar"
Prefiro o Azul - inédito - 1985

A MINHA MÃO DIREITA - Workshop de Diário Gráfico - 1º Trabalho


O Levantamento da Quarta Colina de Lisboa


Tinta da china e lápis de cor aguarelável sobre papel
Clicar sobre a imagem para ampliar e ler!

Este foi o desdobrável que anuncia "a recompensa" para a devolução do meu "Diário Gráfico" em caso de extravio; juntei-o ao projecto que tinha "esgalhado" e podem ver que já lá estava tudo...ou quase! confesso que me apetecia ficar por ali, como boa preguiçosa que me descubro, porque o que me interessava era a idéia e sabia precisamente qual o resultado a atingir...o resto já não é importante!...Só que no Workshop, tal como aqui no blogue, tenho de me deixar de desculpas, porque não resulta uma comunicação mais ou menos... fuciona ou não!...


Tinta da china e lápis de cor aguarelável sobre papel
Croquis do "desdobrável" do projecto "recompensa" - Workshop "Diário Gráfico" .

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O Luis tinha uma Osga chamada Vodka

Foto encomendada ao meu cunhado Gustavo
Esta osga na Lanterna deve ser neta da tal que se chamava Vodka (ou era Smirnoff ?) e este efeito maluco fez-me lembrar os pombos na cobertura do Metro do Campogrande, lembram-se? A Matilde dizia que era giro ver, de vez enquando, o mundo de pernas para o ar...um pouco como hoje me sinto!
É então com esta imagem maluca que celebro os meus anos e o 1ºDia do Resto da Minha Vida!
Viva o meu 1º dia de Reforma!

domingo, 26 de outubro de 2008

Traseira do Clube Faia

Tinta da china aguarelada sobre papel

Grande Plátano com banco na Avenida Ventura Terra

Tinta da China sobre papel
Deve ser mesmo a maior árvore de Telheiras!...precisa de gente para conferir a devida escala

sábado, 25 de outubro de 2008

Andorinhas em Linha - 2008 - Rua dos Fidalgos - Serpa


Fotografia gentilmente cedida pela mana Manela S. (residente)
Andorinhas em linha na "linha" da abóbada do pátio

Quinta de Sant'Ana - Telheiras



















Tinta da china sobre papel